INTRODUÇÃO AO LIVRO DO ÊXODO


O nome do segundo livro da Bíblia é Êxodo, que significa saída, partida, e refere-se ao ponto mais dramático, crucial e envolvente da história do povo hebreu no período do Antigo Testamento, quando o povo é escravizado no Egito.



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O nome do segundo livro da Bíblia é Êxodo, que significa saída, partida, e refere-se ao ponto mais dramático, crucial e envolvente da história do povo hebreu no período do Antigo Testamento, quando o povo é escravizado no Egito. O livro do Êxodo conta magistralmente a história da saída, ou seja, da libertação do povo hebreu desta longa e terrível escravidão no Egito, em direção à Terra Prometida, nesta grande marcha da libertação. Este livro desenvolve dois temas principais: a libertação do Egito (Ex 1,-15,21) e a Aliança no Sinai (Ex 19,1-40,38), que estão interligados pelo tema da grande marcha pelo deserto até chegar à Terra Prometida (Ex 15,22-18,27). 
Toda a primeira parte do Êxodo (1,1-15,21) trata do contexto, da vocação, da missão de Moisés e da libertação do povo hebreu; e a segunda parte (15,22-40,38) trata da caminhada pelo deserto, da chegada e permanência no Monte Sinai para receber a Lei e suas prescrições a respeito da Tenda da Aliança e dos Ministros de Deus. É no livro do Êxodo que Moisés recebe a revelação do nome de Deus na Montanha do Senhor e se torna o libertador dos hebreus da escravidão que eles estavam sofrendo no Egito. A manifestação de Deus é descrita como algo estupendo. Deus se revela a Moisés e lhe entrega as Tábuas da Lei, os Dez Mandamentos, que são colocadas na Tenda da Aliança, e, mais tarde, no Santo dos Santos do Templo de Jerusalém.
Segundo a narrativa bíblica, aquelas setenta pessoas (Gn 46,27) outrora recebidas pelos egípcios como que a bons amigos, com as benesses do hebreu José como que um Primeiro Ministro daquele país, multiplicaram-se muito, até chegar, segundo os cálculos, a cerca de 2 milhões de descendentes (Nm 1,40-47; 26,51) – e então passaram a ser consideradas personas não gratas naquela terra, onde começaram a ser extremamente maltratadas, rebaixadas à condição social de escravos. Os hebreus passaram a ser obrigados a trabalhos pesados, debaixo do chicote de feitores, eram maltratados moral e fisicamente, e tiveram até que sofrer a amargura de ver seus filhos do sexo masculino recém-nascidos serem mortos, lançados ao Rio Nilo. Entre estas crianças encontrava-se Moisés, o servo de Deus, filho de hebreus. Porém, a Bíblia fala que apesar de sentenciado à morte, Moisés, divinamente protegido, foi por 3 meses guardado às ocultas pelos seus pais, e depois, ao ser lançado nas águas do Nilo, foi graciosamente acolhido pela filha do Faraó, e, com isso, Moisés recebeu a educação digna de um nobre, e foi chamado príncipe entre os egípcios, e assim foi sua vida até alcançar seus 40 anos. 
Segundo a Bíblia, Moisés, já homem adulto, visitando o seu povo, viu a gravidade da situação de seus irmãos. O homem criado com todas as regalias e privilégios da corte egípcia não se conformou com o estado lastimável em que se encontravam os seus, de sua raça. Chegou ao ponto em que matou a um egípcio que ferira a um hebreu, e, vendo que o caso se tornara de conhecimento público, passou a ser perseguido pelo Faraó, e isto o obrigou a fugir para o deserto de Madiã, onde foi viver e constituir família, casando-se com as filhas de Labão. Mas um dia,Moisés, conduzindo o seu rebanho ao interior do deserto, chegou perto do Monte Horeb e ali o Senhor apareceu a ele no meio das chamas que se elevavam de uma sarça ardente, que se queimava. Porém, embora toda em chamas, a sarça não se consumia. Moisés se aproximou e então o Senhor falou-lhe do meio da sarça: "Moisés, Moisés!". Moisés cobriu o rosto para não ver o Senhor. O Senhor disse-lhe: "Vi a aflição do meu povo. Por isso desci para o libertar e o conduzir a uma terra onde corre leite e mel. És tu quem farás sair o meu povo do Egito" (Ex 3). Moisés partiu imediatamente para o Egito. Então Moisés deixou as ovelhas ali e foi procurar seu irmão Aarão para contar tudo e pedir ajuda.
Juntos, Moisés e Aarão foram procurar o faraó e disseram-lhe: "O Deus dos hebreus disse: 'Deixa partir o meu povo'". O faraó não consentiu e Deus o castigou, mandando-lhe grandes pragas sobre o Egito. Mas o faraó continuou endurecido. O Senhor disse a Moisés: "Ferirei o faraó e a sua gente com uma última praga, a décima praga sobre todo o Egito, depois da qual ele vos deixará partir. À meia-noite passarei pelo Egito e todo o filho primogênito dos egípcios morrerá. Mas aos filhos de Israel não se sucederá mal algum".  Daí em diante a vida de Moisés e de Aarão passou a ser inteiramente dedicada à causa da libertação do povo, que saiu do Egito em direção à Terra de Canaã, também chamada Palestina ou Israel, caminhando por 40 anos no deserto, até chegar à Terra Prometida, conforme Deus prometera a Abraão. A existência de Moisés na história da salvação é uma prova impressionante de que Deus capacita os escolhidos.

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